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setembro 16, 2015

Dilma Rousseff - Presidente do Brasil

Nesta semana, em pronunciamento em comemoração ao Dia da Independência que foi ao ar somente via internet, a presidente Dilma Rousseff discursou sobre situação do país e admitiu que o governo “pode ter cometido erros” durante sua gestão. Ela também defendeu necessidade de ajustes ficais, aumento de impostos e medidas provisórias para que situação seja contornada.

“É verdade que atravessamos uma fase de dificuldades. Sei que é minha responsabilidade apresenta caminhos e soluções para fazer a travessia que deve ser feita. As dificuldades e os desafios resultam de um longo período em que o governo entendeu que deveria gastar o que fosse preciso para garantir o emprego e a renda do trabalhador, a continuidade dos investimentos e dos programas sociais”, disse.

A presidente ainda destacou que agora o governo terá que reavaliar todas essas medidas e reduzir as que devem ser reduzidas. Dilma ainda atribuiu parte do problema a fatores internacionais e mencionou situação envolvendo refugiados de guerra na Europa.

“Nossos problemas também vieram lá de fora e ninguém que seja honesto pode negar isto. Está visível que a situação em muitas partes do mundo voltou a se agravar, atingindo agora o os países emergentes. Países importantes, parceiros do Brasil, tiveram seu crescimento reduzido e foram atingidos pela crise internacional. O mundo, além disso, enfrenta tragédias de natureza humanitária, como mostra a situação chocante dos refugiados que morrem nas praias europeias ao tentar buscar refúgio da guerra”, disse.

Dilma Rousseff ainda falou sobre abrir os braços aos refugiados e disse que mesmo em momentos de dificuldades, o país está à disposição para receber aqueles que “expulsos de suas pátrias, para aqui queiram vir, viver, trabalhar e contribuir para a prosperidade e a paz do Brasil”.

A presidente reafirmou que o pais vive uma crise e que o governo pode ter cometido erros. “As dificuldades, insisto, são nossas e são superáveis. O que eu quero dizer, com toda a franqueza, é que estamos enfrentando os desafios, essas dificuldades e que vamos fazer essa travessia. Se cometemos erros, e isso é possível, vamos superá-los e seguir em frente”.

Dilma falou também sobre superar as diferenças e colocar em segundo plano os interesses individuais ou partidários. “Me sinto preparada para conduzir o Brasil no caminho de um novo ciclo de crescimento, ampliando as oportunidades para nosso povo subir na vida com mais e melhores empregos. Nós queremos um país com inflação sobre controle, juros decrescentes, renda e salários em alta”, completou.

A presidente garantiu que nenhuma dificuldade a fará abrir mão do seu governo que “assegurou oportunidades iguais para nossa população. Sem recuos, sem retrocessos”. Dilma completou seu discurso dizendo que o seu governo foi capaz de tirar milhões de pessoas da miséria e elevar outros milhões aos padrões de consumo das classes médias e destacou a importância de programas sociais como o Pronatec e Bolsa Famílias para as famílias Brasileiras.

Para o presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de São Sebastião do Paraíso (Acissp), Ailton Rocha de Sillos, o discurso da presidente se apresentou de forma vaga e fez correlações com situações em que em nada refletem com a situação do País, como a questão da imigração na Europa. Sillos ainda questiona como que a situação que o pais vem enfrentando não foi percebida a tempo e ponderou, que em uma época em que o preço do petróleo estava em queda, no Brasil os valores aumentavam.

“É uma situação lamentável e que reflete em todos os cidadãos. Temos lutado para conseguir amenizar situação no município e diminui reflexos da crise, mas não é uma fase boa para o empresário”, completa o presidente da Associação. Ailton Sillos disse ainda que infelizmente as medidas que o governo vem tomando para contornar situação são necessárias, mas criticou orçamento apresento ao Senado para 2016 com déficit de R$30,5 bilhões.

A professora Marília de Souza Neves disse que foi com pesar que ouviu ao discurso da presidente no Dia da Independência. “Usando palavras articuladas (escolhidas com propósitos pré-definidos) e apelando para a sensibilização da pátria brasileira, nossa representante gastou expressões diversas e clichês enfadonhos para tentar minimizar a revolta e a indignação que fazem parte dos nossos dias. Justificando-se que o cenário mundial atravessa uma crise e enfrenta “tragédias de natureza humanitária”, ilustrou sua fala com o drama dos refugiados que tentam deixar a guerra em busca de paz, almejando comover os que tiveram acesso a seu pronunciamento”.

Marília ainda diz que concorda com a referência da presidente sobre a “travessia que necessita ser feita”, mas salientou que não devemos aplaudir as discrepâncias que assolam o país. “De um lado, trabalhadores que precisam ampliar sua jornada de trabalho a fim de obter o mínimo necessário para sua sobrevivência; de outro, uma ínfima parcela que recebe muito para nada fazer, ou melhor, para muito roubar. A decência na política soa como ironia e, assim, indivíduos honestos, estudiosos e com capacidade para fazer parte desse importante lócus distanciam-se da política, temendo ser corrompidos ou até mortos”, disse.

“Todavia, embora indignada, concordo com a presidente no quesito união. Ainda que não aplauda seus erros e desatinos, acredito que todos somos responsáveis, direta ou indiretamente, pela situação que nos envolve. Se queremos mudança, comecemos por nós mesmos. É momento de “reavaliar”, de lutar em prol dos nossos anseios, de não deixar que os “maus” ganhem a guerra. Se nos achamos “bons”, façamos o bem onde quer que estejamos, contribuamos com o progresso, levantemo-nos das poltronas de nossos sofás e doemos o que de melhor possuímos. Deixemos que nossa voz ecoe. Que sejamos o coral da atitude, não os fofoqueiros de plantão que servem apenas para repetir e distorcer o que ouvem, ou meros espectadores procrastinados. Discurso sem ação é pó que o vento leva. Discursemos na família, no trabalho, na escola, na sociedade, afinal, brasileiro que veste a camisa do seu país não fica apenas apontando erros, visualiza maneiras de corrigi-los. Dizer não à corrupção é pôr um ponto-final no parasitismo”, completou Marília Neves.

O advogado KenjiKobanawa, diz que o fato de a presidente vir a público e assumir pela primeira vez os erros de seu governo demonstra a absoluta insustentabilidade de sua gestão. “Todas as críticas e questionamentos acerca principalmente da irresponsabilidade econômica, sobretudo nos últimos 3 anos de seu mandato acabaram de comprovar seu fundamento diante da crise atual. Sua política populista garantiu sua reeleição, entretanto, desde a apertada vitória nas urnas, o clima de insatisfação e descontentamento já demonstravam que o Brasil se tornaria um país de alto risco. Gastou-se mais, capitalizou-se menos, assim, perdeu popularidade e credibilidade até mesmo junto ao seu próprio eleitorado que sente a cada dia mais os efeitos de um país em recessão”, ressaltou.

Para o jornalista Helton Lucinda Ribeira, “usar o Dia da Independência para defender uma política econômica que nos torna cada vez menos independentes expressa de forma emblemática as contradições desse governo. Dilma adotou o programa do adversário e os dados mostram a cada dia que estamos indo de mal a pior. Deveríamos aproveitar nosso rebaixamento pela Standard &Poor’s para proclamar uma nova independência”.

A servidora pública, Patrícia Oliveira, avaliou que é verdade quando a presidente diz que boa parte da situação que estamos devido a gestão da presidente. “O governo ignorou todos os sinais de que as coisas não estavam tão bem, que o crédito ilimitado e a explosão de consumo não mantêm o crescimento de um país por tempo indeterminado sem estar aliado a diminuição de gastos e aumento de investimento em infraestrutura, para dizer o mínimo”, relata. Para Patrícia, do ponto de vista macroeconômico, equilibrar as contas segurando os gastos e aumentando a receita é nossa única alternativa para voltar o país para os trilhos do crescimento.

“Todas as donas de casa sabem disso, quando os gastos extrapolam o salário é hora de cortar as despesas e arrumar um bico até acertar as coisas. Contudo o problema não está no que precisa ser feita e sim em como está sendo feito: não vejo anúncio de corte de despesas em nenhum dos três poderes, porque devemos sempre lembrar que esse país é feito de executivo, legislativo e judiciário. Corte ministérios, cartões corporativos, diminua para 1/4 as verbas de gabinete, assessores, auxilio aluguel, passagens aéreas e mais um trilhão de ralos de dinheiro público sem nenhum retorno a população”, completou.

Matéria publicada para edição 1928 do Jornal do Sudoeste,
São Sebastião do Paraíso, Minas Gerais



Postado quarta-feira, setembro 16, 2015 por Unknown

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outubro 01, 2013


A pouco mais de um mês e meio, a população brasileira saiu às ruas para dar voz a sua insatisfação com as diretrizes governamentais, focada atualmente em tornar a Copa do Mundo e as Olimpíadas um dos melhores eventos que o planeta já viu ao invés de melhorar a saúde pública, o transporte e a educação brasileira. É fato que a situação dos brasileiros vem melhorando muito nos últimos anos, mas ainda está longe de ser o ideal. Uma prova disto é a nossa posição no IDH (índice de desenvolvimento humano), que mede a qualidade de vida da população mundial a longo prazo com base na qualidade de vida, acesso ao conhecimento e a um padrão de vida descente; mantivemos a posição estando em 85º lugar. Embora este índice seja considerado alto é incoerente, afinal, se temos uma das maiores cargas tributária do mundo, evidentemente deveríamos estar entre os países de primeiro mundo, não?

O ponto é que a educação não evolui muito, o analfabetismo, principalmente o funcional, ainda é uma realidade e o acesso ao conhecimento e a cultura, um dos maiores desafios. Desafios estes que vem encontrando mais dificuldades a cada dia e gerando mais revolta, insatisfação e polêmicas. 

A mais recente envolve o PNE (Plano Nacional de Educação), que visa à erradicação do analfabetismo, a universalização do atendimento escolar, a melhoria da qualidade de ensino, a valorização do profissional da educação, entre outras questões importantes. 

O Plano Nacional da Educação foi criado para vigorar de 2011 a 2020; apresenta dez diretrizes objetivas e 20 metas, seguidas das estratégias específicas de concretização, sendo a meta 4, a que garante o acesso da criança portadora de alguma deficiência, motora ou intelectual, de 4 a 17 anos ao ensino regular. Este é uns pontos mais importantes do PNE e que, no entanto, sofreu algumas mudanças radicais, gerando um mal estar generalizado na sociedade. 

O PNE, até o presente, momento não foi votado, o que deixa brechas para que a mudança da Meta 4 ainda seja revogada.

A mudança propõe que todos os jovens portadores de alguma deficiência estejam matriculados na rede regular de ensino até 2016, sem que haja nenhum mediador, no caso as APAEs, que prestam ensino especializado para preparar esses alunos a rede pública de ensino. O projeto, de José Pimentel (PT-CE), visa cortar os repasses de verbas governamentais às APAES, a fim de valer as novas diretrizes propostas na reformulação da meta 4, culminando com o enfraquecimento das mesmas.

META 4
COMO ERA:
"Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos, o atendimento escolar aos(às) alunos(as) com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, preferencialmente na rede regular de ensino, garantindo o atendimento educacional especializado em salas de recursos multifuncionais, classes, escolas ou serviços especializados, públicos ou comunitários, nas formas complementar e suplementar, em escolas ou serviços especializados, públicos ou conveniados."
APÓS A MUDANÇA:
"Universalizar, para a população de 4 (quatro) a 17 (dezessete) anos, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação na rede regular de ensino".

A visão dos paraisenses acerca do polêmico projeto

Ademar Paschoalino, diretor da APAE de São Sebastião do Paraíso
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) nasceu no Rio de Janeiro em 1954, com a meta de prestar assistência a crianças e jovens portadores de deficiência, priorizando aquelas com deficiência intelectual e múltipla. Um projeto pioneiro no país, que até então não dava a devida assistência a portadores de deficiências e que veio se espalhando por todo o território nacional ao longo dos anos. Hoje as APAEs estão distribuídas em mais de 2 mil municípios atendendo cerca de aproximadamente 250.000 pessoas com deficiência. O ultimo censo do IBGE, de 2010, aponta que cerca de 45 milhões de brasileiros são portadores de algum tipo de deficiência (entre visual, auditiva, motora e intelectual), esses números expressivos correspondem a cerca de 14,5% da população total, sendo grande parte desse número dependente do ensino especializado. 

A APAE de São Sebastião do Paraíso vem prestando esses serviços especializados de altíssima qualidade desde 1975 e garantido o direito dos portadores de deficiência motora e intelectual a uma vida mais digna, tanto do ponto de vista pedagógico, quanto técnico. Ademar Paschoalino, diretor da APAE há quase seis anos, destaca o papel filantropo da Associação, que garante a assistência médica e pedagógica e esses alunos que carecem de atenção especial, sem cobrar nada. “Atendemos entre os alunos de dois turnos em torno de 278, e uma média de 48 que vem só para atendimento durante a semana. Existem alunos que já foram incluídos no ensino regular e que acabaram voltando para receber novamente este atendimento”, conta Ademar. 

Assim como todas as pessoas envolvidas com o trabalho sério e os serviços de alta qualidade prestados pelas APAES no Brasil a fora, Paschoalino também é contra a proposta de inclusão; segunda conta isso acaba tendo um efeito contrario. “A proposta é inadmissível. Foi feita por pessoa que não tem acessibilidade de entender o que é o aluno especial, o deficiente físico. Essa proposta faz com que o aluno não seja incluído, seja excluído. Tivemos casos de alunos que pararam de comparecer em qualquer tipo de escola por não ter como se locomover ou até mesmo por não ter um atendimento adequado que deveria ser dado a eles”, conta Paschoalino. 

Marcos Vinicius Aloise, fundador da INTEGRAR, a Associação de Portadores de Necessidades Especiais, destaca que o projeto é um verdadeiro retrocesso em vista do quanto já se ganhou com as APAES nos últimos anos. Vítima de um acidente automobilístico que o deixou tetraplégico, há dezenove anos, Marcos destaca o suporte que nossas escolas não têm para o atendimento a alunos com deficiência. “Como se leva um aluno hoje, que tem uma sonda gástrica, por exemplo, que precisa trocar uma fralda, que tem que ter um cuidado especial a uma escola onde não se tem preparo nenhum a nível técnico?”, questiona. 

A INTEGRAR, fundada há oito anos vem lutando pelos direitos coletivos das pessoas com deficiência, promovendo a inclusão desses cidadãos no convívio social, tanto no âmbito do trabalho como na própria sociedade civil, promovendo a quebra de paradigmas e lutando contra os preconceitos que, infelizmente, ainda são latentes em nossa sociedade. Um trabalho de “formiguinha”, como ele próprio define, que vem sido feito aos poucos e gerando algum resultado, apesar de encontrar inúmeras limitações. No entanto, as diversas rampas que vem sendo construídas em Paraíso não resolvem muito o problema, uma vez que as calçadas, em estado deplorável em sua ampla maioria, atrapalham na locomoção, não apenas dos cadeirantes, mas também de pessoas com alguma dificuldade de locomoção, como idosos, por exemplo.

A presidente da FENAPAEs – Federação Nacinal das APAEs – Aracy Lêdo deixou claro que o Movimento das APAEs é a favor da inclusão, desde que esta seja realizada de forma adequada, respeitando o direito das Famílias de escolherem onde seus filhos estudem e das pessoas com deficiência de escolherem as escolas onde querem estudar. Nossas escolas públicas não estão preparadas e mal conseguem capacitar nossos jovens e prepará-los para o ensino superior e consequentemente para o mercado de trabalho. Dariam conta de prestar a devida atenção aos portadores de deficiência motora e intelectual? A realidade é que a APAE foi uma das melhores instituições criadas para orientar e dar suporte as famílias que vivenciam essa dura realidade, e o corte dessa verba seriam uma espécie de suicídio, uma vez que seus alunos, que em uma ampla maioria não estejam mais na fase escolar estabelecida pela meta ficariam desamparados. Bom seria se esses alunos pudessem freqüentar o ensino regular com a devida atenção que necessitam, mas infelizmente não é assim que funciona, e estamos longe de ter a devida condição e estrutura para isto.

Matéria na integra produzida originalmente para a "Revistas Expressão Livre"
- Ano 3, Edição 40, Setembro de 2013

Postado terça-feira, outubro 01, 2013 por Unknown

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junho 18, 2013

Manifestantes ocupam a cobertura do Congresso Nacional (Foto: Fabiano Costa / G1)
Era de se esperar. Nesta segunda (17), organizadores que estavam à frente do “Movimento Passe Livre” – MPL – declarou não ter nada haver com as manifestações arbitrárias as organizadas por eles. Segundo os integrantes, a manifestação tinha um único e exclusivo objetivo: a redução do aumento das tarifas do transporte público. O que o MPL não esperava é que sua causa ganharia proporções nacionais e abrangeriam temas que há uma década vem sido empurrado garganta à baixo de milhões de brasileiros como corrupção, gastos exacerbados com dinheiro de verba público e a falta de investimento em infra-estrutura, educação e saúde. "Só negociamos uma pauta, que é a revogação do aumento. Ainda que o ato tenha tomado outra amplitude por diversas razões”, disse Érica de Oliveira, técnica em museologia e integrante do movimento.

Ainda na noite desta segunda (17), uma das cenas mais lindas já ocorridas em Brasília encheu de orgulhos brasileiros e brasileiras que assistiam atônitos milhares de manifestantes romperem o cordão de isolamento da polícia militar e invadirem o Congresso Nacional. A população brasileira está tomando ciência de sua força e realmente mostrando a cara. A única questão que fica é se isso esfriará ou medidas sérias de mudanças serão tomadas? Imprevisível saber.

Augusto Nunes, colunista da revista Veja, criticou os movimentos que vem tomando todo país. Em seu texto intitulado “O Brasil Maravilha morreu afogado pela enorme onda de descontentamento”, o colunista afirma que o “direito de manifestar-se livremente não anula o direito de ir e vir de milhões de brasileiros que, mais uma vez, foram prisioneiros de congestionamentos absurdos. Nem autoriza ninguém a tratar com arrogância autoridades policiais instadas a cumprir o que a Constituição prescreve. Dessas provas de maturidade vai depender o destino do movimento”. Nunes sugere abertamente que o movimento deixe as ruas, e que os motivos que tanto alimentam as manifestações é o mesmo que acarretará o seu fim. Embora a causa seja nobre, em uma coisa o colunista tem razão, a falta de organização e liderança realmente é um fator preocupante; sem organização, dificilmente as vozes que gritam por melhorias serão ouvidas por nossos governando. Pelo contrário, serão usadas a favor de seu cinismo.

Dilma declarou nesta terça-feira (18) que "está ouvindo essas vozes pela mudança". Piada ou não, a presidenta pareceu ter esquecido o que brasileiros do país, e do mundo, querem realmente: que as vozes sejam mais do que ouvidas, sejam concretizadas. As vaias à presidenta no sábado passado (15 de junho), demonstrou que isso não é mais um caso de “civismo sensacionalista”. Embora o MPL tenha acendido o pavio e negue as proporções que as suas manifestações tenham tomado, esses desabafos nacionais que estão tomando as ruas estão apenas no começo. Especulações à parte, é bem verdade que nossos políticos estão mais apreensivos e preocupados... “O gigante acordou”.

Postado terça-feira, junho 18, 2013 por Unknown

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abril 07, 2013

Não é novidade para ninguém que no país do samba a lei não funciona, alias, funciona para os pobres e mortos de fome que roubam para alimentar a própria miséria como no caso da doméstica Angélica Aparecida, em 2006, que foi presa por roubar um pote de manteiga. Segundo o site Notícias Terra, a "Justiça" havia negado o pedido de liberdade da promotoria, na época já era a quarta vez, e havia alegado que não concedeu a liberdade provisória da mulher porque, segundo o proprietário do supermercado, a doméstica havia o ameaço de morte. Ela negara as acusações, porém. 

Apesar de dramático, nossa justiça mostrou o quanto pode ser certeira e eficaz. Essa população morta de fome não pode ficar solta nas ruas roubando, cometendo crimes e utilizando a fome como pretexto, isso não justifica... Roubar populações inteiras, sim. 

Não é de hoje que a impunidade se mostra inerente a elite política de nosso país, no belo português os ladrões desonestos e safados com muito dinheiro e eleitos por nós, enquanto que a classe trabalhadora, burra e acomodada, sequer pode ser autuado roubando um chicletes. Um exemplo claro de impunidade, porém não inédito, foi o caso de Edmar Moreira (DEM, MG), esse mesmo que construiu um castelo dos sonhos no interior de Minas Gerais e só Deus, ou o diabo, sabe de onde veio esse dinheiro todo - nós também sabemos, mas preferimos ignorar. 

Como em todo caso que envolve políticos corruptos, safados e sinceros como Palocci, Dilma, FHC e Lula, ele foi absolvido de todas as possíveis e impossíveis acusações. Não é de se surpreender, afinal, é o país do carnaval. Outro exemplo de impunidade, mais recente, foi o caso de um ex-deputado da Paraíba, Luiz Fernando Carlo Filho, que estava dirigindo alcoolizado, em Curitiba, e perdeu o controle do carro, que estava em alta velocidade, batendo, assim, em outro veículo, matando duas pessoas. 

Vemos o quanto a Justiça brasileira é caolha, assim. Uma justiça que só funciona para os miseráveis, para os honestos, e, principalmente, para os que roubam menos de cinco reais. Não podemos nos esquecer de que o país do samba é o país da falta de respeito e interesse, também. O Brasil que se orgulha em pagar a conta da elite, em 2014, é o mesmo que não se preocupa que a justiça seja feita no país. Como foi dito certo vez "povo é caso de polícia". Mas e esses intocáveis? É caso de quem?

Postado domingo, abril 07, 2013 por Unknown

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